quarta-feira, 12 de agosto de 2015

quinta-feira, 11 de junho de 2015

De Rio das Pedras para Piracicaba. Uma história ou o Cano frio e suas charretes!!!

 Lá pelo ano de 1947, a família de José Augusti, constituída de José, Maria José, Norival e Neusa, foi incentivada por seus sogros João e Cezira Pieretti Marconi a mudar de Rio das Pedras para Piracicaba.  Rio das Pedras era uma cidade pequena e com poucas oportunidades de  trabalho principalmente para  o José (Zezo) que era alfaiate, com experiência de trabalho em São Paulo. 
José viria a trabalhar junto com o sogro João Marconi, pois não gostava de ser alfaiate. A família mudou-se para o final da rua Silva Jardim, atrás do Hospital da Santa Casa de Piracicaba, esquina da Av. Independência, num terreno de mais ou menos 2.000 metros quadrados, com uma casa na frente.  
João Marconi, tropeiro que comercializava animais que trazia do Rio Grande do Sul, comprou  essa casa na Rua Silva Jardim,1518. Ele viajava junto com  o  Antonio  Pretel, que com o lucro dessa mesma viagem e venda  dos animais riograndenses comprou parte duma área 6.500 alqueires(alq=2,42 ha.)em Itapéva, S.P., e com a venda de 1500 alqueires pagou a área, ficando com 5.000 alqueires ou 12.000 hectares.
Após a compra do terreno na R. Silva Jardim, o João Marconi comercializava louças, alumínios e presentes na zona rural de Piracicaba, com carrinho tracionado a cavalo. Com a vinda do José Augusti, o sogro João Marconi comprou uma charrete - que era o meio de transporte mais acessível á população - e passou a fazer carretos na cidade. 
Com essa charrete o João "Marcão" transportava professoras de suas casas para as escola, duas  delas para o Grupo Escolar Barão do Rio Branco, em  plena Governador Pedro de Toledo, no final dos anos quarenta. Dois anos depois adquiriu mais uma charrete para atender a demanda das "meninas" da Rua Silva Jardim, Cano Frio. 
O ponto inicial  das charretes era ao  lado do bebedouro de animais da Sorocabana, onde existia um "ponto" para as charretes e carrinhos e anos depois foi para o "ponto" ao lado do mercado municipal onde também tinha um bebedouro para animais cavalares.  Então o João Marconi,  já tinha mais uma charrete, com um empregado, e já fazia ponto no começo da Rua  Silva Jardim, onde ali existia um lupanário, conhecido como "Cano Frio" em alusão a existência duma fonte d' água muito fria, no começo da mesma rua, embaixo dum bambuzal.
Enquanto isso o José com o carrinho adquirido do João Marconi, e tracionado pela égua "minerva", continuou as vendas nos sítios e bairros de Piracicaba, como Recreio, Campestre, Monjolinho,Santa Olimpia, Pau d' alhinho, etc.
  E nas quartas feiras vendia queijos, as quartas feiras, comércio herdado do João Marconi. Os queijos vinham de Minas Gerais, da região de Poços de Caldas, entregues e vendidos pelos Irmãos Poreca para os bares e restaurantes de Piracicaba que continuou até o início dos anos oitenta.
Após os anos oitenta/noventa os Porecas montaram uma banca no Mercado Miunicipal e continuaram a  vender laticínios. Houve uma mudança na comercialização desses produtos em Piracicaba. Exigência dos novos tempos. 

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Coroinhas do Colégio Salesiano Dom Bosco de Piracicaba, SP

"Coroinhas" do Colégio Salesiano dom Bosco e Oratório Domingos Sávio (entidade fundada por Dom Bosco na Itália) nas escadarias da Igreja Bom Jesus, Bairro Cidade Alta. O Colégio Dom Bosco na ocasião(1954 ou 1955) não tinha igreja ainda, mas estava em construção. 
 


sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Demonstração no campo - Campestre, Piracicaba, 1965


1965- Demonstração no campo - viveiro de cana do Clube Juvenil Rural "O pioneiro" no Campestre, bairro rural de Piracicaba. Na imagem podemos notar alguns clubistas orientados pelos quintanistas da ESALQ - Projeto "Viveiro de Cana-livres de doenças (vírus e bactérias)" 



terça-feira, 16 de abril de 2013

Aproveitando a licença e férias - viagens e trabalho

Trabalho de assistência técnica na firma de defensivos agrícolas - Sandoz agroquímicos - numa licença prêmio durante as férias e a licença prêmio de outubro de 1971 a fevereiro de 1972.

 Após uma conversa com o diretor da Sandoz Agroquimicos numa de suas  propriedades em Itaí,S.P., aceitei trabalhar nesta empresa. Fui então contratado para trabalhar nas filiais da firma, que tanto podia ser em São Paulo, como no Paraná, numa licença prêmio e ferias, que começaria em out.71 e término em fev.72.
 A princípio foi estabelecido que trabalharíamos "assistindo" tecnicamente aos vendedores de defensivos agrícolas prestando assistência técnica aos produtores de algodão e outras culturas quando solicitadas por vendedores de várias regiões do Paraná, principalmente a uva itália que começava a ter expressão no norte velho do Paraná. Depois de um tempo eu iria para a filial de Araçatuba.
 Começei inicialmente a prestar assistência a produtores de algodão que usavam a semente "tratada" com Frumin Al (disulfoton) mais tillex (fosforado mais mercurial), assistindo diversos cotonicultores  do norte do Paraná até Umuarama, município que naquela época plantava muito algodão, até 2420 hectares com meeiros.Também havia plantadores de amendoim na região de Umuarama.
Acompanhei a recomendação e venda de inseticidas para algodão com os vendedores da Sandoz que atuavam em Londrina, Apucarana, Maringá, Umuarama, Cornélio Procópio e  Cascavel. 
Fiz contato e atendi o gerente na vendas de cooperativa  no tratamento de sementes de trigo para a Cooperativa Agrícola de Cotia e a central de compras da Café do Paraná em Curitiba, também para o do tratamento de sementes de trigo, cujo plantio se iniciava no neste estado.
Iniciei o contato com as diversas filiais da "Café do Paraná" para o tratamento de café contra a ferrugem usando os produtos a base de óxido cuproso e oxicloreto de cobre, o carro chefe de vendas da Sandoz para o controle da ferrugem na época.
 Contatei a Copercotia, que possuia muitos sócios agricultores produtores de algodão e cooperativa com muitas filiais no Paraná, na época, mostrando o portfólio dos defensivos da firma.
 Visitei e assessorei a venda de produtos para tratamento de Inverno em Uva Itália, cultura em expansão entre os nisseis do norte pioneiro, e com áreas ate no município de Cascavel, vizinho da fronteira com o Paraguai, praticamente nas margens do rio Iguaçu.
Assisti entre os agricultores nisseis e alguns netos de italianos o uso de calciocianamida para "apressar"a brotação apos uma poda antecipada e uso do desfolhante EK 57, além do uso de tubos de plásticos "encapando" os brotos após a aplicação do EK, para acelerar ainda mais o florescimento e entrar no "mercado" com um mês de "antecedência para alcançar melhores preços  no mercado de São Paulo.
  Depois de dois meses prestei assessoria técnica a vendedores da Sandoz 'a vendedores de defensivos para algodão e outras culturas no noroeste de São Paulo, tendo como base a filial Araçatuba. Naquela época Araçatuba era uma produtora da malvácea, com quatro "máquinas de beneficiamento" no município.
 Fazendo "peão" no munícipio acompanhei a venda de defensivos para  algodão em Araçatuba, Santo Anástacio, Presidente Prudente, Presidente Epitácio e vendedores de  Lins, Bauru,Marilia.
Assessorei também a venda de defensivos agrícolas para a cultura de "fruta do conde" em Lins e de abacaxi em Bauru, que foi grande produtor da fruta.
 Essa prestação de serviços para uma multinacional de defensivos agrícolas (que atualmente foi absorvida nesta fase atual de consolidação de grandes empresas) foi de grande valia para a ampliação do meu conhecimento agrícola de São Paulo. Isto se deve à vivência com os agricultores, vendedores,  engenheiros agronômos, diretores de firmas, enfim,  todos ligados à agropecuária paulista e paranaense.

sábado, 30 de março de 2013

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Observações de um engenheiro agrônomo regional!!


 1-Os estágios estudantis em agronomia realmente mudam a maneira de pensar dos estudantes de agronomia e os fazem seguir carreiras diversas na área de agronomia daquelas que planejavam ao entrar nas escolas de agronomia.

 2- O planejamento do trabalho técnico dos engenheiros agrônomos e médicos veterinários, anual ou plurianual, mostram que os Secretários  de Agricultura e seus assessores não davam continuidade ao planejamento efetuado "na linha de frente" de atendimento do agricultor, pois tinham que atender ao planejamento das pastas da Agricultura, estadual ou nacional.

3-Os problemas sanitários animais ou vegetais que apareciam foram sempre atendidos pelos técnicos, engenheiros agrônomos ou médicos veterinários e seus auxiliares em detrimento do seu planejamento de trabalho, atrapalhando o planejamento dos mesmos, mesmo existindo um órgão de atendimento técnico dos problemas (tais como a ferrugem do café, a peste suína africana, a brucelose, a cigarra do café, etc,) como o Instituto Agronômico e o Instituto Biológico. 

4- Havia sempre uma defasagem para menos entre o que alguns agricultores praticavam e as técnicas preconizadas pela extensão-pesquisa "criadas" por técnicas dos institutos de pesquisa.

5-Alguns problemas sanitários como o bicudo do algodoeiro, na década de oitenta, foram atendidos de maneira precária e com açodamento devido a falta de estudos da biologia e da velocidade de dispersão da praga, bem como dos prejuízos que seriam ocasionados pela mesma nos algodoais do Estado. Os danos foram alardeados, o perigo da praga foi supervalorizado e a cultura acabou em vários municípios. A cultura do algodão poderia ter durado mais tempo, com todas as vantagens econômicas que ela traz, se a praga fosse divulgada com mais parcimônia.

6- Doenças e pragas de culturas e de animais são tratadas como se só o Estado de São Paulo tivesse só um sistema de tratamento, método sanitário, independente da pesquisa de outros estados do Brasil.

7-Tentativas de implantação de planejamento e controle dos programas de trabalhos computadorizados no fim da década de setenta pela Secretaria da Agricultura de São Paulo, como exemplo; o Planejamento e Controle de trabalho da Dira (Diretoria Regional Agrícola) de Sorocaba, a partir do ano de 1977, que funcionava muito bem apesar dos computadores de baixa capacidade, sem interligação com outros órgãos da Coordenadoria da Assistência Técnica Integral e só não continuaram devido a política e interesses outros da Secretária da Agricultura.

Conclusão: devido a estes problemas e outros não identificados a assistência técnica e a agricultura dependem e são levados pela opinião pública e dos órgãos de divulgação pública.


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Tratores usados para pulverizar e colher sementes

Foto 1


Foto 2

 Foto 1 -  Pulverizador de deposição lateral para o controle de pragas e doenças. Local: Fazenda Cerrado de Nelson Pavan e outros,  em Taquarituba,S.P. 1967/68 (?)


Foto 2 - Colheita de sementes da grama  "pensacola Bahia grass" que é uma grama batatais, com sementes férteis e folhas mais largas resistentes ao frio e originada da Flórida (EUA) para serem fornecidas aos agricultores do município de Carazinho,R.S..  1961.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Hino do agricolão

O Hino do agricolão foi cantado nas festas e reuniões do Centro Acadêmico e das repúblicas e, principamente, durante as comemorações da Semana Luiz de Queiróz nos idos dos anos sessenta e setenta. Para rememorá-lo o 

Hino do agricolão! 
Música  inspirada na Canção do Exército:
(autor  desconhecido)

Nos somos da agronomia.                                 
Fiéis paús- dáguas 
Que  porcaria 
Andamos sempre de bonde
com o juízo                                                             Estribilho:
Não sei aonde                                                        A pinga
Mas quando as coisas se apertam                              Queremos com fervor
E nós pensamos no amanhã                                      Mulheres (homens) com muito mais amor
A turma toda padece                                              Porém se a pátria amada
Quando floresce o flamboyant                                   Porém se a pátria amada
                                                                          Precisar do agricolada
A pinga queremos com limão                                    Ai, que porcaria!

Mulheres (Homens)com muita animação             Existe outra versão do final:
 Porém se a pátria Amada                                      Se a pátria amada
Precisar do Agricolão                                             Precisar do agricolão
Ai que papelão!                                                     Aí que papelão!!!
Como é sublime
Beber uma Brahma
E  depois tirar uma palha.  
Amor febril
Pelo barril
Não há quem possa
Com a turma nossa!

Extraído de "Uma turma de Ouro" escrito por Roberto Rodrigues 1990

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Estágio agronomia nas férias- RS, de jan - fev. de 1961

Foto 1
Foto 2
Foto 3

As fotos 1 a 3 são da época do primeiro estágio de agronomia que alguns alunos da ESALQ, ENA e ENA- RN realizaram  no Rio Grande do Sul.

A foto 1 mostra os estagiários no campo de soja de um produtor de Carazinho, RS.
A foto 2 mostra os estagiários posando para o fotógrafo encostados num trator Landini.
A foto 3 mostra um trator de produtores de arroz no Banhado do Colégio e os estagiários estão observando-o.

sábado, 3 de dezembro de 2011