sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Estágio de Pré-serviço dos agrônomos regionais da Secretaria da Agricultura do Estado de São Paulo - 1966-  CETREC - Campinas.

Detalhe: sou o segundo da esquerda para a direita. Estou entre dois colegas, à minha direita está Darci Beissman e à minha esquerda está Luis Carlos Guedes Pinto.
Excursão dos estagiários da ESALQ, Universidade Rural do Rio de Janeiro, Univiversidade Rural do Ceará- CE., Sojal em Carazinho,R.S nas férias de1961.
 Esta excursão foi  promovida pelo PAP(Posto Agropecuário de Carazinho, RS) do Ministério da Agricultura brasileiro.



 

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Flâmula da turma F65 da ESALQ

Esta flâmula era utilizada pela Comissão de Formatura da turma F 65 em atividades(bailes, festas da cerveja, etc) para a arredação de fundos para as festividades de formatura e viagem.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Estátua Deusa Ceres

Foto 1: Paulo Soares, Deusa Ceres, , s/d
Foto 2: Paulo Soares, Deusa Ceres , s/d
Estátua doada pelo Banco Brasileiro de Descontos S. A. Pedro Bueno Rodrigues, o vencedor do Concurso de Produtividade de Milho de Taquarituba, SP.  Ele venceu por três anos consecutivos esse concurso: 1967, 1968, 1969.
Atualmente, ela se encontra na sala do Diretor da ESALQ: Antonio Roque Dechen. Foi doada pelo produtor Pedro Bueno Rodrigues.
Autor da escultura: desconhecido.

Encerramento do curso de lideranças rurais realizado no estágio na Cooperativa Agrícola de Cotia - 1963

Tutomo Honda, Accorsi, 4 funcionários da FECAESP, Verino Ramos Cruz, Mitsuhico Tsuhaco e José Norival Augusti.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

A IMPORTÂNCIA DO ESTÁGIO NA FORMAÇÃO DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO


A participação de estudantes universitários de agronomia em estágios é velha!
No início da década de 1960 o acadêmico Roberto Cano de Arruda[1], presidente do Centro Acadêmico Luiz de Queiroz[2], convocou os universitários residentes piracicabanos e os com residências em municípios vizinhos para participar de estágio de férias no Ministério da Agricultura, comandado naquela época pelo engenheiro agrônomo esalqueano Renato Costa Lima[3].
A criação de estágios atendia aos reclamos dos estudantes de agronomia por uma formação prática e participativa em fazendas e órgãos de pesquisa.O Ministério da Agricultura organizou os estágios de férias em diversos estados da federação e em estados diferentes da escola de origem dos estudantes.
Os estágios foram realizados em vários estados da federação brasileira do Rio Grande do Sul ao Amazonas (do Oiapoque ao Chuí), do Rio Grande do Norte ao Pará nos diversos órgãos do Ministério da Agricultura, ou seja, nos escritórios e fazendas do Departamento de Produção Vegetal. A ordem para os funcionários era para mostrar aos estagiários as fazendas, os órgãos de fomento e de experimentação do governo.
Uma equipe de cinco estudantes da ESALQ, três da Escola Nacional de Agronomia, dois da Escola de Agronomia do Rio Grande do Norte e um da Escola Nacional de Agronomia do Rio foi designada para estagiar no Departamento de Produção Vegetal[4] no Rio Grande do Sul.
As passagens aéreas foram pagas pelo Ministério da Agricultura e cada estudante estagiário teve uma ajuda de custo de Cr$50,00[5] por mês para as despesas equivalentes.
Após uma viagem de três horas chegamos – eu fazia parte da equipe - a Porto Alegre e fomos recebidos pelo agrônomo chefe do DFA. Depois conhecemos as instalações do Departamento e fomos instalados na Casa do estudante da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Em Porto Alegre nós os estagiários conhecemos a Sanrig (Sociedade Anônima Riograndense), que na época produzia a única margarina e óleo de soja sem cheiro e sem gosto de “ peixe”, diferente de outras marcas existentes no mercado de São Paulo.
Após esta visita fomos conhecer a primeira experiência de reforma agrária do Rio Grande do Sul instituída pelo Instituto de Reforma Agrário do Rio Grande do Sul (na época era governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizolla): o Núcleo de Reforma Agrária do Banhado do Colégio, onde conhecemos os primeiros “colonos” e suas casas e um dos armazéns comunitários.
Na semana seguinte fomos conhecer o Irga (Instituto Sul Riograndense de Arroz) em Viamão, onde conhecemos variedades de arroz irrigados por inundação e que produziam mais de 10.000 quilos por hectare além de serem resistentes ao “bruzonne” principal doença do arroz. Em todas as visitas técnicas o engenheiro agrônomo do Ministério da Agricultura nos acompanhava e nos levava em veículo oficial.
De Porto Alegre nos dirigimos de ônibus para o Posto Agropecuário de Carazinho, localizado na região de Passo Fundo, e fomos recebidos pelo chefe do PAP (Posto Agropecuário de Carazinho) e instalados num alojamento.
Na fazenda localizada a 5 km de Carazinho e perto de Não Me Toque, havia além dos alojamentos, o refeitório, a casa do engenheiro agrônomo, casas de funcionários, oficinas, depósitos de máquinas e equipamentos de uma fazenda modelo de 300 hectares. O Posto Agropecuário era todo conservado com terraços de base larga, onde se colhia e se plantava. O agrônomo chefe cultivava para a manutenção da fazenda leguminosas forrageiras, sementes do capim “pensacola Bahia Grass”, sementes de alfafa, soja e trigo.
No início da instalação da Fazenda do PAP, entre 1955 e 1960, os funcionários demarcavam os níveis e construíam os terraços de base larga nas fazendas de soja e trigo do Posto e nas fazendas de municípios vizinhos e entre eles Não me Toque, usando as máquinas do Posto Agropecuário.
Naquela época víamos à noite, através das janelas do alojamento, os faróis de colheitadeiras automotrizes colhendo soja, bem como os tratores arando as terras para plantar trigo. Naquele tempo ainda não havia o plantio direto que hoje é comum naqueles municípios.
Nas visitas às fazendas vizinhas ao PAP de Carazinho e nos municípios vizinhos pudemos constatar que o Posto Agropecuário foi exemplo e participou da criação da conservação do solo dessas fazendas através da demonstração de resultados.
Realmente o estágio de férias pioneiramente realizado pelos estudantes de agronomia do Brasil foi essencial para se pensar nos estágios de estudantes de agronomia(e veterinária) como necessários para a formação dos profissionais ligados à terra, bem como de todos os estudantes universitários
Notas
[1] Roberto Cano de Arruda, que ocupou o cargo de presidente do Calq por duas gestões, 1960/1961 e 1962/1963.
[2] Localizava-se na sua nova sede, na Rua Voluntários de Piracicaba
[3]Costa Lima “Em julho de 1962, durante o período parlamentarista do governo de João Goulart (1961-1964), foi nomeado ministro da Agricultura pelo primeiro-ministro Francisco de Paula Brochado da Rocha, o qual renunciou em 14 de setembro desse mesmo ano. Costa Lima, entretanto, permaneceu em seu cargo compondo o gabinete de Hermes Lima, escolhido primeiro-ministro quatro dias depois. Depois do plebiscito que restabeleceu o presidencialismo (6/1/1963), Goulart recompôs seu ministério no final de janeiro, quando Costa Lima deixou a pasta. Durante sua gestão, criou a Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab), a Companhia Brasileira de Armazenamento (Cibrazem) e a Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal).” Fonte: http://www.cpdoc.fgv.br/nav_jgoulart/htm/biografias/Renato_da_Costa_Lima.asp
[4]Departamento de Produção Vegetal. http://www.saa.rs.gov.br/portal/html/saa_depto_02.htm acesso em julho de 2009.
[5] O equivalente a aproximadamente a dois salários mínimos da época.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

UMA JANELA PARA O PASSADO!!!

Quando lemos livros de história nunca sabemos o que vamos encontrar e ficamos surpresos com o que encontramos. Foi o que aconteceu quando lemos o livro “Uma fresta para o passado” escrito e publicado por Olívio N. Alleoni (com apoio da Unimed, edição 2003) referente a presença italiana e suas vivências em Piracicaba.
Ficamos surpresos em ver os nomes de inúmeras famílias, de conhecidos e também das nossas famílias na relação de imigrantes da Itália e algumas que nem sonhávamos ter vindo naquela época, ou seja, no final do século XVIII e XIX, e por encontrar nossas famílias ancestrais na relação, pois achávamos que eles tinham vindo bem depois do que fala o livro. Constatamos que as produções agrícolas que vararam os séculos em Piracicaba não são recentes. Por exemplo, no censo de 1836, existiam 78 engenhos de açúcar que produziam 115.609 “canadas” de 2,66 litros de açúcar, ou seja, 307514,94 litros de aguardente. Em 1854 as fazendas cadastradas produziram 115.609 arrobas de açúcar. Em 1854, havia 51 fazendas de cana de açúcar, com a produção de 131.000 arrobas ou 1.965.00 quilos de açúcar ou 39.3000 sacas de 50 quilos de açúcar.
Outra surpresa foi constatar que Piracicaba e região no século XIX, em 51 propriedades, no ano de 1858, já produziam 20.400 arrobas ou 612 sacos de 50 quilos de açúcar, 32.000 quilos de café, 19.500 quilos de fumo, 6.000 quilos de peixe, 8000 porcos gordos, 10.000 aves, e tinha 2.300 bestas ou cavalos, provavelmente para o trabalho na roça, mostrando que a terra roxa e massapés das de nossos solos teve longa durabilidade e eram férteis por suas própria natureza.
Já em 1890, Piracicaba produzia 115.000 arrobas ou 1.725.000 quilos e em 1900 produzia 32.7000 arrobas ou 4.905.000 quilos de açúcar provavelmente mascavo, já que não existiam ainda as usinas para cristalizar o açúcar.
Na descrição da produção de açúcar de cana de açúcar vemos que muita cana se produzia no bairro Pau Queimado, atrás do bairro onde fica o Carrefour, e naquele bairro Francisco Bessato produzia 500 arrobas ou 125 sacas de 60 kg. de café, em 1894, provavelmente era café em coco. Esta informação mostra que os solos do bairro Pau Queimado, que são constituídos de podzolizados ou massapés, foram cultivados por mais de cem anos, e embora não haja mais café, existe ainda cana de açúcar, em boas condições, plantados nos solos ao lado da estrada que demanda ao bairro do Pau Queimado.
Em 1884, também se fazia o policultura, plantando-se arroz, feijão, milho, batata (provavelmente inglesa), horta variada para alimentação e negócios. O beneficiamento do arroz e a farinha do milho era feito em troca de produto, por exemplo 10% do arroz beneficiado, e ou uma quantidade do milho transformado em fubá e canjica. Isto não nos surpreende, pois na década de cinqüenta do século XX, em Taquarituba e região ainda fazia-se a troca de produto beneficiado em troca de percentagem do produto, como constatou o colega Osvaldo Castelucci e nós quando chegamos no município na década de sessenta do século XXI.
No final da década de 1890, os Hometto(conforme grafia presente no livro) produziam 300 cargueiros de pinga, José Mandasqui produzia 200 cargueiros e Zeferino Bacchi produzia 55 cargueiros de aguardente, na região de Piracicaba.
Isso demonstra a participação dos imigrantes italianos no plantio de várias culturas agrícolas para a manutenção das suas famílias e desenvolvimento da cultura e indústria de cana de açúcar em Piracicaba e região.